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sábado, 21 de agosto de 2010

As sem-razões do amor

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

A poesia , atualmente, assume várias formas. Esse tipo de texto que nos faz refletir, sentir e nos proporciona emoções fortes,também , resgata as tradiçoes de um povo.Tradições culturais cantadas, através da poesia do repente, do cordel, das trovas,etc.Não podemos deixar morrer isso.


sábado, 31 de julho de 2010

Literatura Informativa

LITERATURA INFORMATIVA (século XVI)
O objetivo da Literatura Informativa era descrever a terra brasileira. Jesuítas, cronistas e viajantes portugueses produziram no séc. XVI inúmeros textos sobre a terra recém-descoberta. A Literatura de Informação começou com a Carta de Pero Vaz de Caminha em 1500.
Um dos grandes escritores desse período foi o padre José de Anchieta.Algumas de suas obras:
. Arte de gramática da língua mais usada na costa do Brasil( Primeira gramática a língua tupi – 1595);
. Cartas, informações, fragmentos históricos e sermões ( 1554/1594 – publicada em 1933);
.Poemas ( em português, espanhol, tupi e latim);
A literatura informativa tinha como características textos descritivos nacionalistas e o desejo dos portugueses de converterem este novo povo – os índios.
Manifestações literárias desse período:
Literatura informativa.
Literatura catequética.
A primeira manifestação de uma literatura sobre o Brasil foi a Carta de Pero Vaz de Caminha, escrita para o rei de Portugal. O texto era uma descrição sobre as riquezas encontradas na nova terra.

Fragmentos da Carta de Caminha

"Neste mesmo dia, a horas de véspera, houvemos vista de terra! A saber, primeiramente de um grande monte, muito alto e redondo; e de outras serras mais baixas ao sul dele; e de terra chã, com grandes arvoredos; ao qual monte alto o capitão pôs o nome de O Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz!"

--Carta de Caminha


"Viu um deles [índios] umas contas de rosário, brancas; acenou que lhas dessem, folgou muito com elas, e lançou-as ao pescoço. Depois tirou-as e enrolou-as no braço e acenava para a terra e de novo para as contas e para o colar do Capitão, como dizendo que dariam ouro por aquilo. Isso tomávamos nós por assim o desejarmos"

Carta de Caminha


"Parece-me gente de tal inocência que, se homem os entendesse e eles a nós, seriam logo cristãos, porque eles, segundo parece, não têm nem entendem em nenhuma crença"

--Carta de Caminha

"Águas são muitas; infindas. E em tal maneira é graciosa que, querendo-a aproveitar, dar-se-á nela tudo, por bem das águas que tem. Porém o melhor fruto, que dela se pode tirar me parece que será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve lançar"

--Carta de Caminha


Outros textos de Pe José de Anchieta


"Teme a Deus, juiz tremendo,
que em má hora te socorra,
em Jesus tão só vivendo,
pois deu sua vida morrendo
para que tua morte morra."

--Auto de São Lourenço, Pe José de Anchieta


Não há cousa segura.
Tudo quanto se vê
se vai passando.
A vida não tem dura.
O bem se vai gastando.
Toda criatura
passa voando.

Em Deus, meu criador,
está todo meu bem
e esperança
meu gosto e meu amor
e bem-aventurança.
Quem serve a tal Senhor
não faz mudança.

Contente assim, minha alma,
do doce amor de Deus
toda ferida,
o mundo deixa em calma,
buscando a outra vida,
na qual deseja ser
toda absorvida.

Do pé do sacro monte
meus olhos levantando
ao alto cume,
vi estar aberta a fonte
do verdadeiro lume,
que as trevas do meu peito
todas consume

Correm doces licores
das grandes aberturas
do penedo.
Levantam-se os errores,
levanta-se o degredo
e tira-se a amargura
do fruto azedo!

--Em Deus, meu criador, José de Anchieta

terça-feira, 13 de julho de 2010